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Notícias do PT  
2/3/2010 >> Notícias do PT >> Local

País vive momento de leveza, diz Lula durante reinauguração de fábrica

O presidente Lula participou nesta terça-feira (2) da reinauguração, em Sorocaba (SP), da unidade da Case New Holland (CNH) que estava fechada há quase cinco anos e que o grupo Fiat decidiu colocar novamente em operação. A unidade produzirá tratores e máquinas para a agricultura. A CNH é a maior fábrica de equipamentos do mundo, que vai gerar 6 mil empregos diretos e indiretos na região e recebeu investimentos de cerca de R$ 1 bilhão.

Lula comparou esse “momento de leveza” do País aos jogadores do Santos que, segundo ele, surpreenderam o seu time de coração, o Corithians, no último domingo (28). "Estamos inaugurando uma fábrica que estava fechada. Uma fábrica fechada não serve nem para mostrar em fotografia. Significa desolação desemprego e falta de desenvolvimento. Ela ficou fechada praticamente cinco anos. Ao inaugurá-la queria que vocês trabalhadores, investidores, fornecedores, tivessem clareza e, a imprensa sobretudo, que inaugurar uma fábrica como essa é a mesma sensação como se estivesssemos comemorando o nascimento de uma criança".

Também compareceram à inauguração da nova fábrica da Fiat os ministros Dilma Roussef (Casa Civil), Miguel Jorge (Desenvolvimento, Indústria e Comércio), Guilherme Cassel (Desenvolvimento Agrário) e Luiz Dulci (Secretaria Geral); o governador de São Paulo, José Serra; o prefeito de Sorocaba, Vitor Lippi; autoridades locais e executivos do grupo Fiat.

Bastante entusiasmado, Lula assegurou que após algumas “décadas perdidas”, o Brasil agora vislumbra oportunidade de se transformar numa das principais economias mundiais. Para o presidente, essa mudança deve-se ao fato de o País ter recuperado a sua estima. Segundo ele, tais avanços acontecem porque tem feito coisas consideradas óbvias.

“A política é a única coisa onde não se aprende na universidade. A arte da boa governança é você fazer o óbvio. Quando querem fazer uma coisa muito difícil, acho que não deveria ser político, mas cientista”, comparou.

E para mostrar os rumos da economia nacional Lula detalhou números. Segundo ele, em 2003, o volume de crédito disponível no mercado financeiro era de R$ 381 milhões. Nos dias atuais, o montante chega a R$ 1,410 bilhão. Apenas de crédito consignado são R$ 110 bilhões, dinheiro cujo o recebimento é garantido pela folha de pagamento.

Lula contou que, no ano passado, sugeriu à ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, a elaboração de um programa de construção de moradias. Então, recebeu do setor de construção civil proposta de 200 mil unidades o uqe ele achou pouco. Após discutir com empresários, o governo criou o Minha Casa, Minha Vida cuja meta é construir um milhão de moradias.

“A arte de governar é fazer as coisas simples. No ano passado cheguei para a ministra Dilma e disse que queria fazer um grande programa habitacional. Sugeriraram 200 mil casas na primeira reunião. Eu disse que 200 mil casas não era plano”, explicou o presidente ao enfatizar a quantidade de “penduricalho” para o cidadão obter o financiamento do imóvel.

Ainda no discurso, o presidente defendeu o Estado forte como indutor da economia e criticou setores da mídia que criticaram os reajustes salariais para os cargos comissionados do poder público. Lula alfinetou os economistas da oposição que apresentam fórmulas salvadoras, mas esquecem o engessamento que o governante tem em função da máquina pública. Lula destacou o programa de financiamento de máqinas agrícolas para pequenos e médios produtores rurais que permitiu a comercialização de 22 mil tratadores no país.

Blog do Planalto

 
Fonte: PT/Nacional